Porto Alegre - Foz do Iguaçu (Paraná) - Parte 8

Nem dá mais para dizer que é Porto Alegre - Paraguai, pois já estávamos "retornando" para casa, fazendo quase uma volta completa no mapa, de 360°, ao menos no que diz respeito a parte do mapa, que começou em Porto Alegre, foi para o norte do estado gaúcho, missões argentinas, missões paraguaias, atravessou o Paraguai, até chegar em Foz do Iguaçu. Depois disso, atravessamos o Paraná, até Curitiba e de lá, sim, voltamos a Porto Alegre.

Foz do Iguaçu conta com dois grandes pontos turísticos, a bizarra hidrelétrica de Itaipu (todas as hidrelétricas são bizarras para mim, mas essa é mais, pois é maior). Nela, fizemos o passeio completo, aquele em que nos levam até o eixo central da turbina, só para ter certeza de que realmente a hidrelétrica é um grande estupro na natureza, dos mais cruéis, que não só mata tudo ao redor, como muitas pessoas, "só umas 100 pessoas morreram aqui", diz o guia em um momento. Claro que ele se referia ao fato de ser uma pequena fração de trabalhadores contando todos que passaram por lá, porém, é o discurso pronto da empresa para mostrar como eles valorizam a vida humana. Sobre os corpos que devem estar acimentados junto a represa "mito", aham, e eu sou o chapeuzinho vermelho, prazer :)

Bom, a questão é que o negócio é gigante e o vídeo que inicia o passeio é grotesco, ainda mais naquela hora em que mostram todos os benefícios que a hidrelétrica trouxe à natureza local glup! O.o

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Na segunda-feira de manhã fomos, então, conhecer esse grande monstrengo e, de tarde, já aproveitamos o embalado para ir ao parque nacional do Iguaçu. A vantagem de fazer esses passeios é que é bastante prático, os ônibus saem do terminal e vão tanto para um lado como para o outro, já que ambos os pontos turísticos ficam em ponta opostas da cidade. Na parada esperando o ônibus para as cascatas, uma senhora acompanhada de um homem, seu marido, pediu justamente informações sobre o bus que iríamos pegar, a comunicação não foi muito fácil, pois era uma mistura de espanhol e inglês, o que foi explicado quando soubemos da onde eles eram: Israel. Imagina que não achei o máximo isso e puxei das entranhas do meu ser o conhecimento quase já esquecido (propositalmente) do inglês e o que já vínhamos treinando do espanhol para conversar com essa mulher. Muito simpática, tentava também se comunicar e queria saber como se diziam diferentes palavras.

Seu marido, muito quieto, ficou entusiasmado quando eles encontraram outro rapaz de Israel, que estava no ônibus, e reconheceu seus conterrâneos apenas pela lata. Mas quem ficou mais surpresos ao chegar ao parque fomos nós, pois lá estava um grande grupo de meninas de Israel e todos muito felizes de se encontrarem tiraram fotos. Muito louco. Ao contrário de todos os demais que estavam fazendo a trilha pelas quedas de Iguaçu, inclusive o pessoal de Israel, tentamos diminuir a marcha. O lugar é lindo, a trilha fica suspensa nos morros, onde em frente não param de surgir quedas, até chegar na garganta do diabo, mas todos saem desesperados, caminhando rápido, sem aproveitar realmente a paisagem. Parece que somente querem dizer depois que foram lá, que conheceram e ponto. Ou era o sol, realmente forte, queimando o miolo de todo mundo?!

Lá na garganta, ao contrário, as pessoas paravam no meio do caminho, para conversar, no grande mirante que se aproxima das quedas e ali permanecem, enquanto as outras se espremem para também passar por ali, além de ser uma gente muito sem noção, é também porque as poucas gotículas de água ajudam a refrescar. Surpreendente e muito lindo, só não gostei mais porque as pessoas gritando ao teu redor tira o prazer de qualquer apreciação da natureza. Preferia ter caminhado no meio do mato para ter visto aquelas cenas e não ter andado por uma trilha tão urbanizada.


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Enfim, depois dessa overdose de atrações, voltamos para o hotel, querendo um bom banho, uma boa refeição, um bom descanso porque no dia seguinte iríamos nos aventurar pelas ruas de Ciudad del Este e pelo que sempre ouço falar, iria ser um dia e tanto!

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