Porto Alegre - Paraguai - Parte 6

Só o fato de pegar um ônibus intermunicipal no Paraguai já é uma grande aventura e melhor vivida se você estiver sentado e para isso, o aconselhável é pegar o bus no início da viagem e não em uma de suas milhares de paradas no meio do caminho, pois certamente você terá que ficar de pé, apertado, entre tantas outras pessoas que não param de entrar no bus. Ou seja, diferente daqui, as pessoas podem viajar em pé, o problema é quando é preciso descer, embora nossa outra sorte tenha sido descer no final da linha.

A viagem até Asunción demorou mais de 8 horas, se não me falha a memória, e ao descer na rodoviária foi um pouco difícil conseguir a informação sobre qual ônibus pegar até o centro da cidade. Difícil, mas não impossível, pois depois de atravessar quase toda a cidade, ao menos, boa parte dela, chegamos onde queríamos, inclusive em um dos poucos hostels da cidade, mas que não possuía vagas para casal, assim como nos demais.

No próprio hostel nos ajudaram a procurar vagas em outros locais e forneceram uma lista de opções econômicas, nos quais não havia vagas, depois de ir pessoalmente em alguns deles. Ou estava lotado ou era muito caro, e o sol queimando os miolos, até que veio uma chuva pra lavar até a alma. Molhados, mas refrescados, mas nem tanto, porque depois da chuva veio o bafão, fomos em um hotel, uma das últimas opções, que também estava sem vagas, mas o atendente fez questão de ligar para um outro hotel e reservar o último quarto disponível. Finalmente, porém, tivemos que caminhar um pouco mais.

O hotel era pequeno, bem como o quarto em que ficamos, mas parecia confortável, porém, essa ideia logo foi eliminada quando percebemos que o ar condicionado praticamente não funcionava. Depois do banho, o local ficou mais quente do que o lado de fora. Essa foi a pior noite de sono de todas, talvez da minha vida hehehe e no dia seguinte só tomamos o café, que era melhor nem ter tomado, e saímos fora.

Porém, antes dessa noite de sono interminável, saímos para conhecer a noite paraguaia e para comer, o que precisávamos fazer há horas, mas não encontrávamos nenhum lugar para matar o que estava nos matando. Não encontrávamos nem um bar para uma gelada, apenas uns botecos que achamos melhor não encarar, caminhamos por muito tempo, até chegar na outra ponta do centro, e encontrar dois restaurantes. Podíamos escolher! No escolhido, comemos um delicioso arroz peruano, pilsen paraguaia, foi um banquete!

Depois, embaixo de uma fina garoa, resolvemos voltar a pé para o hotel, o que demandaria mais uma boa caminhada e foi aí que passamos pela rua dos restaurantes, que ficava bem perto do nosso hotel, no entanto, ao lado contrário da onde estávamos caminhando até então, mais próximo à orla da cidade. Explico: na região central de Asunción estão as praças, prédios altos, etc, é seu centro comercial, mas não tem muitas opções de restaurantes, bares e diversão, a não ser perto dos prédios do governo, onde a cidade termina, e onde está a rua turística, com as grandes redes de lanches, e algumas opções mais típicas, onde comemos nos dias seguintes.

Bom, depois daquela noite mal dormida, fomos a um hotel (um dos quais entramos para saber o preço, quando estávamos em busca de comida na noite anterior) que tinha vaga, bem como um valor mais econômico, não tanto como o outro, mas onde poderíamos passar mais duas noites. Porém, agora, não havia vagas e poderia ter, mas apenas depois das 12h. Affff podíamos ficar rodando na cidade umas 3 horas ou procurar outro, foi uma peregrinação e, depois de exitar entramos em um imenso hotel, entramos só para tirar a dúvida sobre o valor, pois certo que era uma fortuna, e tivemos uma boa surpresa.

Diferente das nossas expectativas, era muito em conta e lá ficamos, um daqueles hotéis antigos, porém, ainda majestosos, com carpete na parede, um luxo e um café da manhã incrível. A simpatia da recepção do hotel deixava a desejar, mas nem tudo é perfeito... Ah, e nós merecíamos um pouco de conforto, embora tivemos que conviver com aqueles brasileiros malas que querem mostrar que são brasileiros e por isso falam alto, não tentam se comunicar em espanhol com o pessoal do hotel, e colocam músicas desagradáveis durante o café da manhã. Turista brasileiro é muito desagradável e aquele hotel estava minado deles.

assunção paraguai capital Agora felizes e enfim nos sentindo relaxados, fomos em busca de conhecimento, passamos pelos prédios do governo, nos situamos melhor, almoçamos e voltamos para o hotel, o sol do meio dia, da uma hora, das duas horas era massacrante! Entre tantas coisas que achamos curiosas em Asunción, uma delas foi o fato de ter um favela coladinha com o palácio da república. No mapa vimos que tinha um balneário atras do prédio da presidência e fomos até um tipo de pórtico que ali tem e nos deparamos com centenas de casinhas de papelão ou materiais similares, que se liga ao pátio do prédio por uma escada, onde ficam muitos policiais.

paraguai Aliás, policiais ou guardas é o que não falta por ali, naquelas ruas turísticas. Bom, não é preciso dizer mais nada. À noite, fomos a um bar muito legal que lembrava um navio de piratas, propositalmente, onde saciamos a fome que sempre nos acompanha e a sede. Ironicamente, ele ficava muito próximo do hotel onde passamos a primeira noite, ou seja, do outro lado do centro. Em uma área externa ao bar, começou um show ao vivo e claro que o casal cantante, por ter visto os brasileiros fiasquentos, cantaram várias músicas para agradá-los em português :/ - era o que menos queríamos ouvir.

assunçãoDepois de mais um dia quente e de muita caminhada, resolvemos voltar ao hotel, tudo muito calmo, muito tranquilo, quando de repente ouvimos jazz, sim, jazz vindo de um prédio próximo ao hotel onde estávamos. Mas não tinha placa, não parecia um bar, mas entramos para conferir, como teríamos que pagar o ingresso, sendo que estávamos muito cansado, apenas olhamos o local, tipo um centro cultural, e ficamos na torcida para que o lugar abrisse na noite seguinte. Esse foi o nosso segundo dia em Asunción, passaríamos ainda um dia e meio na capital paraguaia...

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