Porto Alegre rumo ao Paraguai - Parte 3
Como nada é tão fácil como esperamos, é claro que a viagem de Tenente Portela à Santa Rosa tinha uma parada que não estava em nossos planos, o que fez a viagem ser mais demorada. Ao menos, pudemos fazer mais um lanche e dormir (aquilo que não tínhamos conseguido toda a noite anterior) no ônibus. Já era quase meio dia (ou já passava das 12h?) quando chegamos à terra da Xuxa (desculpe, mas essa é a minha maior referência).
Uma grande cidade, se comparada as demais por onde passamos. A procura por um hotel foi uma das tantas vias sacras que fizemos no decorrer da viagem, sendo que embora tivéssemos passado por alguns, em muitas cidades vale a regra que os hotéis próximos a rodoviárias não são lugares "de família" (hehehe). Pedir informação é também uma boa ideia, nunca se intimide! E nessa situação, o dono da fruteira só não deu a informação da onde estavam os hotéis de família da cidade como deu uma média do preço e a sua avaliação em termos de qualidade.
Por mais tentador que aquele um pouquinho mais caro pudesse ser, optamos pelo mais barato e lá nem bem paramos para seguir rumo às nossas aventuras gastronômicas. Ficamos em uma das principais ruas de Santa Rosa e ali tudo estava perto, restaurante, parque da cidade (até evento da prefeitura presenciamos, algo como jogos de verão, onde pudemos conhecer todas as autoridades do município), sorveterias e farmácias (os estabelecimentos em maior número da cidade). Enfim, passamos ali o final de semana e na segunda-feira de manhã, após o café da manhã do hotel (nunca o despreze, ainda mais se você estiver na região sul do país, sem "bairrismo" mas por mais delicioso que sejam os pães dos hermanos, é basicamente o que servem em seus desayunos), seguimos para Porto Xavier.
Para seguir o roteiro sem atrasos e por não sabermos se encontraríamos hospedagem na pequena cidade de Porto Xavier, optamos por pegar a primeira balsa rumo à Argentina. A viagem até esse município foi outra viagem ao passado. Paisagens remotas, nativos falando alemão, e a calmaria do final do mundo só foi maior quando chegamos em Porto Xavier, que logo me lembrou um dos contos de Gabriel Garcia Marques que, em geral, ocorrem numa cidadezinha muito muito muito longe, e parecia ainda mais um cenário do escritor devido ao sol quente do meio dia.
Depois de almoçar na própria rodoviária, um misto de rodoviária, lancheria, mini-mercado e restaurante, seguimos para o porto, logo ali. Depois de mostrar os documentos, pagar o transporte, o que não é nada no "oba oba", esperamos o porto abrir e na primeira viagem da tarde atravessamos o rio Uruguai, desembarcando em terras argentinas, em San Javier, mas não sem antes responder algumas peguntas básicas para o soldados do outro lado da margem, em especial, onde ficaríamos e como iríamos - maior preocupação das autoridades fronteiriças, não só nos estados unidos, como aqui também, ou melhor, lá, na Argentina.



Depois de alguns passos, avistamos um bar, onde o ônibus passava para seguirmos até Oberá, região das missões argentinas, e onde pegamos outro ônibus, para Posadas. Enquanto o ônibus não vinha, degustamos nossa primeira Patricia. Tudo deu muito certo, melhor do que o previsto, chegando em Oberá, logo estava saindo um ônibus para Posadas, em questão de minutos, já estávamos em outro ônibus, desfrutando das diferenças culturais.Lá, assim como foi no Paraguay, é bastante comum entrarem nos ônibus, enquanto estão em percurso, vendendo tipas (deliciosos pães meio doces meio salgados em formas diversas, mas principalmente, em formato de argolas).
Foram tantos os ônibus que pegamos nessa viagem que me falha a memória, mas creio que as tipas já estavam presentes nesse trajeto, embora sejam ainda mais comuns no Paraguai, ou elas são encontradas de forma geral na região das missões argentinas e paraguaias. Sim, assim como temos as ruínas de são miguel, eles também preservam as ruínas do início do catolicismo no mercosul, que mesmo destruindo as culturais locais (literalmente com mortes e não de forma figurada) recebem grandes homenagens em seus monumentos históricos, coisas que eu tenho dificuldade em entender, embora existam explicações. É impressionante como as pessoas acreditam com grande facilidade que a sua cultura não vale nada e que as dos outros, inclusive a dos seus algozes, são melhores o.0.
Enfim, chegamos em Posadas e nos surpreendemos, no bom sentido, não fosse o calor massacrante da região que nos acompanhou em toda a aventura, teríamos ficado por lá. Continua...
Uma grande cidade, se comparada as demais por onde passamos. A procura por um hotel foi uma das tantas vias sacras que fizemos no decorrer da viagem, sendo que embora tivéssemos passado por alguns, em muitas cidades vale a regra que os hotéis próximos a rodoviárias não são lugares "de família" (hehehe). Pedir informação é também uma boa ideia, nunca se intimide! E nessa situação, o dono da fruteira só não deu a informação da onde estavam os hotéis de família da cidade como deu uma média do preço e a sua avaliação em termos de qualidade.
Por mais tentador que aquele um pouquinho mais caro pudesse ser, optamos pelo mais barato e lá nem bem paramos para seguir rumo às nossas aventuras gastronômicas. Ficamos em uma das principais ruas de Santa Rosa e ali tudo estava perto, restaurante, parque da cidade (até evento da prefeitura presenciamos, algo como jogos de verão, onde pudemos conhecer todas as autoridades do município), sorveterias e farmácias (os estabelecimentos em maior número da cidade). Enfim, passamos ali o final de semana e na segunda-feira de manhã, após o café da manhã do hotel (nunca o despreze, ainda mais se você estiver na região sul do país, sem "bairrismo" mas por mais delicioso que sejam os pães dos hermanos, é basicamente o que servem em seus desayunos), seguimos para Porto Xavier.
Para seguir o roteiro sem atrasos e por não sabermos se encontraríamos hospedagem na pequena cidade de Porto Xavier, optamos por pegar a primeira balsa rumo à Argentina. A viagem até esse município foi outra viagem ao passado. Paisagens remotas, nativos falando alemão, e a calmaria do final do mundo só foi maior quando chegamos em Porto Xavier, que logo me lembrou um dos contos de Gabriel Garcia Marques que, em geral, ocorrem numa cidadezinha muito muito muito longe, e parecia ainda mais um cenário do escritor devido ao sol quente do meio dia.
Depois de almoçar na própria rodoviária, um misto de rodoviária, lancheria, mini-mercado e restaurante, seguimos para o porto, logo ali. Depois de mostrar os documentos, pagar o transporte, o que não é nada no "oba oba", esperamos o porto abrir e na primeira viagem da tarde atravessamos o rio Uruguai, desembarcando em terras argentinas, em San Javier, mas não sem antes responder algumas peguntas básicas para o soldados do outro lado da margem, em especial, onde ficaríamos e como iríamos - maior preocupação das autoridades fronteiriças, não só nos estados unidos, como aqui também, ou melhor, lá, na Argentina.


Depois de alguns passos, avistamos um bar, onde o ônibus passava para seguirmos até Oberá, região das missões argentinas, e onde pegamos outro ônibus, para Posadas. Enquanto o ônibus não vinha, degustamos nossa primeira Patricia. Tudo deu muito certo, melhor do que o previsto, chegando em Oberá, logo estava saindo um ônibus para Posadas, em questão de minutos, já estávamos em outro ônibus, desfrutando das diferenças culturais.Lá, assim como foi no Paraguay, é bastante comum entrarem nos ônibus, enquanto estão em percurso, vendendo tipas (deliciosos pães meio doces meio salgados em formas diversas, mas principalmente, em formato de argolas).
Foram tantos os ônibus que pegamos nessa viagem que me falha a memória, mas creio que as tipas já estavam presentes nesse trajeto, embora sejam ainda mais comuns no Paraguai, ou elas são encontradas de forma geral na região das missões argentinas e paraguaias. Sim, assim como temos as ruínas de são miguel, eles também preservam as ruínas do início do catolicismo no mercosul, que mesmo destruindo as culturais locais (literalmente com mortes e não de forma figurada) recebem grandes homenagens em seus monumentos históricos, coisas que eu tenho dificuldade em entender, embora existam explicações. É impressionante como as pessoas acreditam com grande facilidade que a sua cultura não vale nada e que as dos outros, inclusive a dos seus algozes, são melhores o.0.
Enfim, chegamos em Posadas e nos surpreendemos, no bom sentido, não fosse o calor massacrante da região que nos acompanhou em toda a aventura, teríamos ficado por lá. Continua...
